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Clima Econômico melhora na América Latina

O Indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE) - elaborado em parceria entre o Instituto alemão Ifo e a FGV tendo como fonte de dados a Ifo World Economic Survey (WES) -  avançou em outubro ao atingir 5,2 pontos, após recuar para 4,8 pontos no trimestre anterior. O Indicador Ifo/FGV da Situação Atual (ISA) subiu mas continua em nível relativamente baixo,  sendo o segundo pior desde abril de 2010 (superando apenas julho passado). Já o Indicador Ifo/FGV de Expectativas (IE) saltou para o maior nível desde janeiro de 2011. Apesar do ICE de outubro registrar o mesmo nível de abril passado, a melhora das expectativas sinalizaria uma fase de expansão do ciclo econômico para os próximos meses. Será essa expansão sustentável?

No plano mundial, não foi verificada a mesma melhora na avaliação do clima econômico ocorrida na América Latina. O ICE mundial, elaborado pelo Instituto Ifo, continuou  em queda, embora mais suave do que a registrada entre abril e julho, conforme mostra o gráfico seguinte. Na União Europeia, houve piora tanto nas avaliações sobre a  situação atual quanto nas expectativas. A região mantém-se na fase recessiva do ciclo econômico. As expectativas continuam se deteriorando na Grécia, Portugal e Espanha, tendência agora seguida pelas duas principais economias da região, Alemanha e França, tornando improvável uma reversão da situação europeia nos próximos meses. Déficit público e demanda fraca foram as duas questões com maior peso na avaliação dos principais problemas que os países europeus enfrentam, segundo a Sondagem Ifo de outubro.

Na Ásia, o recuo do ICE foi pequeno, de 4,8 pontos para 4,7 pontos. Na China, o ICE piorou e passou para a zona desfavorável, embora as expectativas ainda estejam favoráveis. O enfraquecimento da demanda continua sendo o único problema considerado importante enfrentado pelo país. Na Índia, todos os índices melhoraram e o país encontra-se em fase de recuperação. No entanto, os especialistas consultados pela Sondagem Ifo consideraram que o país tem quatro problemas relevantes em ordem decrescente de importância: inflação (estimada pelo IFO em 6,4% para 2012), déficit público, desemprego e falta de confiança nas políticas do governo. Logo, a China estaria em melhores condições para aproveitar uma nova onda de expansão mundial (quando esta ocorrer) que a Índia.

O ICE da principal economia mundial continua na zona desfavorável do ciclo econômico, embora tenha avançado suavemente entre julho e outubro, influenciado por melhores expectativas. Desemprego, déficit público e falta de confiança nas políticas governamentais tiveram um peso elevado e similar na avaliação dos problemas que o país enfrenta. Logo, o presidente re-eleito dos Estados Unidos continua tendo que enfrentar a mesma agenda de questões que foram registradas na sondagem de abril de 2012, quando a enquete dos principais problemas enfrentados pelo país foi realizada.
Um ciclo vigoroso de expansão na América Latina não ocorrerá sem que sejam dissipados os principais entraves para a recuperação da economia mundial. Os resultados da Sondagem de outubro de 2012 mostram que o cenário ainda é muito nebuloso.

RESULTADO DOS PAÍSES DA AMÉRICA LATINA
Os resultados dos 11 países destacados para análise da Sondagem Econômica da América Latina não são uniformes. O clima melhorou e mostra-se favorável para Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia e Paraguai. No Peru e no Uruguai, o ICE recuou mas o clima continua favorável. Nos demais países houve aumento do ICE, mas o clima continua desfavorável (caso da Argentina) ou ficou estável (casos do México, Equador e Venezuela). No Brasil, o ICE saltou de 5,2 pontos para 6,1 pontos. Em cinco países a situação atual melhorou entre julho e outubro e seis países estão na zona de avaliação favorável. O Brasil registrou aumento no ISA, mas ainda está na faixa de avaliação negativa (4,9 pontos). As expectativas são positivas em quatro países e melhoraram em seis países. No caso do Brasil, o IE passou de 5,9 para 7,3 pontos.

O quadro geral para a América latina, em especial para os países da América do Sul, está melhor na comparação entre julho e outubro. Se considerarmos a construção de um ICE com os 10 países sul-americanos, esse registra um aumento de 4,6 pontos para 5,4 pontos entre julho e outubro, superior ao resultado para a América Latina, que passou de 4,8 pontos para 5,2 pontos no mesmo período. No entanto, nenhum país já teria atingido a fase de expansão do ciclo econômico, situando-se ou na fase de recuperação ou na de declínio.
Falta de competitividade e de mão de obra qualificada foram os principais problemas econômicos apontados pelos países latino-americanos, resultado semelhante ao observado na Sondagem de abril, última vez em que este quesito foi incluído na pesquisa. 

O mesmo ocorre para o Brasil, embora o peso atribuído à questão da competitividade tenha diminuído, provavelmente associada ao tema da questão cambial. Entre abril e outubro, a taxa de câmbio real efetiva elaborada pelo IBRE/FGV teve uma desvalorização de 3% e de 5% em relação ao dólar. Inflação é um problema muito relevante para a Argentina (inflação de 24,5% para 2012 projetada pelos especialistas consultados), Uruguai (8,1%) e Venezuela (23,9%). Diferentemente do que tem ocorrido nos países europeus e nos Estados Unidos, o desemprego só foi considerado uma das questões mais importantes na Colômbia e no México.

Por último, na avaliação dos principais componentes do produto sob a ótica da despesa, os especialistas consideraram a situação atual do investimento desfavorável e a do consumo favorável. Esperam melhora nos dois componentes, que passariam para a zona favorável nos próximos seis meses. No caso do Brasil, o mesmo comportamento se repete, sugerindo crescimento do nível de atividade. (Fonte: www.i-press.biz)








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Jerônimo Lima
Vice-presidente do IBCO CEO da Mettodo
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