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Transparência e Controle

 

O momento de crise econômica e financeira vivido neste últimos tempos foi marcado por experiências negativas protagonizadas por grandes e bem conceituadas companhias, principalmente em relação às perdas resultantes de suas operações. Em razão desses acontecimentos, o mercado em geral foi surpreendido com os anúncios das perdas, tendo em vista que as características dessas transações e seus riscos associados não foram objeto de clara divulgação nas demonstrações financeiras. Esses episódios têm relação direta com dois itens que integram a estrutura de governança corporativa também para as pequenas e médias empresas: transparência e responsabilidade. Embora possam parecer termos subjetivos, são fatores marcantes. Primeiro, porque, as administrações dessas empresas ficam alheias aos reais riscos envolvidos com estas formas de aplicação de recursos (até o anúncio das perdas), gerando um efeito de desconfiança sobre as práticas de governança. Segundo, pois, na maioria das empresas, não existe cumprimento de regras internas de gestão, como o estabelecimento de limites de exposição a determinados riscos. Terceiro, porque não se questiona o quão eficientes são os processos de monitoramento de indicadores.

No mercado financeiro, sobretudo em operações com instrumentos financeiros, perder é uma resultante prevista no risco inerente a cada transação. Contudo, o que deve pautar uma adequada gestão são alguns preceitos, tais como: conhecer o risco com profundidade; mensurar os efeitos possíveis em ambientes diversos; estipular limites de perdas; decidir por aceitar ou não o risco; e, por fim, mas não menos importante, desenvolver controle interno efetivo e formas de monitoramento no caso de o risco ter sido assumido.

Já temos em processo avançado a normatização contábil e do processo de divulgação de instrumentos financeiros que contribuirão para a melhoria na transparência e governança, bem como para a migração das normas contábeis brasileiras em direção aos padrões internacionais, basta solictarmos tais instrumentos para a eficácia da gestão. Assim, reforço o fato de que uma boa governança deve ser pautada em uma adequada gestão e controles internos.

De forma global, a estrutura do processo de monitoramento deve levar em consideração os seguintes procedimentos: desenvolver e implementar processos eficientes de avaliação da informação; entender e priorizar os riscos para que os objetivos organizacionais sejam alcançados; identificar informações que irão indicar se o controle interno está funcionando de forma eficiente; e identificar controles-chave associados a cada risco priorizado. Com tais medidas, as empresas poderão proporcionar melhor posicionamento de suas operações, sem despertar desconfiança em investidores, parceiros e clientes. 








Neste livro, Eduardo D Silva, um dos maiores experts brasileiros no assunto, traz dicas importantes para que evitemos problemas e aprendamos a poupar, procurando maneiras de gastar menos e melhor, acompanhar suas receitas e despesas, conhecendo indicadores do mercado.
Jerônimo Lima
Vice-presidente do IBCO CEO da Mettodo
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